Estava ontem no sofá da minha casa quando meu lindo gato veio até mim, olhando-me com seus olhos brilhantes.
Logo peguei ele no colo e achei que estivesse precisando de carinho e então eu o apertei bem forte e pensei: eu acho que gatos são telepatas.
Então o agarrei mais forte ainda, pois deveria estar com frio e falei:
- olha só como o Chuchu se comunica comigo.
E ele continuou olhando-me com cara de quem quer beijo, e era o que queria fazer desde que ele veio até mim.Exclamei:
-Estamos ligados mentalmente!
Ele continuou com a mesma cara, um pouco emburrada, mas seus olhos estavam bem abertos e brilhantes.Falei para ele:
-Você só precisa se abrir e ouvir.
Ele virou para mim e miou, então continuamos nosso papo.
-Sim...sim... eu estou te ouvindo...voce tá me dizendo que...
Cheguei um pouco mais perto para nossa comunicaçao telepatica funcionar melhor.Conclui:
-Você me ama! A mamãe também te ama, lindo.
Mas acho que ele estava é com fome todo esse tempo...
Meu marido então me falou.
-Acho que ele quer sair.
Então conclui: ele estava com fome.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Duck e Ozzie, uma amizade de cão por Henrique L.
Certo dia Duck, o cão, estava passeando pelo jardim, quando ele viu um canteiro de flores.
Ele ficou adimirado com as flores. Então ouviu a vizinha dizer que flores eram um sinal de lealdade. Pensou, pensou e se decidiu! Começou a cavar e arrancar as flores.
Após arrancar todas as flores, escolheu a mais bonita e levou para o seu dono, o Ozzie, que ainda estava dormindo.
Chegando lá, acordou o Ozzie, o qual, ao abrir seus olhos, percebeu que Duck estava todo sujo e em cima da roupa de cama limpa.
O dono, pensando em xingar o cão, olhou para o gesto do seu fiél amigo, e acabou se comovendo. Após isso Ozzie se levantou, foi até a cozinha, ficou alguns minutos lá, voltou e trouxe um belo bife para o cão. Então Duck pensou: "Melhor que as flores, só um bife para retribuir o sinal de lealdade".
Ronrono, logo existo, por Paula Castro
O gato dormia. Chuchu, na verdade, dormia. Um Chuchu de orelhas pontudas e que produzia um ruído ao dormir. Ruído que não me permitia sonhar. Orelhas erguidas para Chuchu, tentando entender o que diabos estava acontecendo dentro daquele animal, mas... nada.
- Ei, Chuchu, acorda! - Chamei-o. Abriu um de seus olhos sonolentos e me fitou. - Acho que o seu motor pifou.
Voltou a dormir, como se eu tivesse perguntado para as paredes. Não deixei de lado e me concentrei no barulho de Chuchu.
- O que é isso, gato? - Questionei, indignado.
- Sei lá. - Chuchu respondeu como se fosse o ruído mais normal do universo. Talvez fosse, mas só para ele. - Isso meio que acontece na minha garganta quando me sinto esquisito e quente por dentro, sabe? - Juro que tentei compreender.
Chuchu abriu a bocarra e, naquela escuridão, eu podia ver uma bola de pêlo. Alertei-o.
- Talvez seja isso, a bola de pêlo. - Chuchu me notificou, tranquilo.
Deitei e, quando estava quase dormindo, o ruído. Pude ouvir Chuchu sussurrando:
- Ronrono, logo existo.
Chuva de Mistério, por Wagner Santos
Era uma noite chuvosa. Estava eu a caminhar rapidamente para minha casa. Para não pegar muita chuva,estava utilizando meu sobretudo. Enquanto eu caminhava, notei que as pessoas me observavam com muita curiosidade e medo, fixando-se ma minha barriga, que apresentava grande saliência e se movimentava lentamente como se estivesse viva e com preguiça.
Tentando não reparar nesses olhares que me miravam como se eu fosse uma aberração, apressei meu passo e não olhei para trás. Mesmo assim, cada pessoa que eu via me comia com os olhos ao observar minha grande barriga.
A chuva aumentara, eu estava a 3 quadras de minha casa e minha barriga começava a se agitar mais e mais. Pensei que poderia ser devido à chuva ter aumentado e penetrado no tecido de meu sobretudo. Entretanto, não dei bola e segui para casa.
A poucos passos de minha casa, notei que minha barriga começara a se movimentar ferozmente como se estivesse incomodada com algo. Corro para dentro de casa, fecho a porta, e rapidamente tiro o meu casaco... OLHO PARA MEU CACHORRO E PERGUNTO “ TÁ TUDO BEM AÍ?”
As aventuras de Muttscat&Muttsdog - por Fernanda Guimarães
Muttscat: - Ei, o que você acha de sairmos por ai a procura de algo pra comer? Derrepente nós temos a sorte de encontrar algo bom! :D
Muttsdog: - Poder ser! Você tem ideia de alguma coisa?.. Ou algum lugar? :B
Muttscat: - Na verdade não. Vamos pelo destino mesmo, talvez ele nos leve até algum lugar legal!
Muttsdog: - há há, e você acredita mesmo nisso? Se o destino fosse bom, ele não nos obrigaria a sair por ai procurando comida, já teria algo esperando pela gente!
Muttscat: Ei, Ei! Olha ali! Tem uma vitrine de comida!
Muttsdog: ..gatos!
Muttsdog: Ei, peça alguma coisa!
Muttscat: Me ajuda né!
Muttscat: O que ele disse?
Muttsdog: Não sei, acho que ele não nos escutou direito!
Muttsdog: - Poder ser! Você tem ideia de alguma coisa?.. Ou algum lugar? :B
Muttscat: - Na verdade não. Vamos pelo destino mesmo, talvez ele nos leve até algum lugar legal!
Muttsdog: - há há, e você acredita mesmo nisso? Se o destino fosse bom, ele não nos obrigaria a sair por ai procurando comida, já teria algo esperando pela gente!
Muttscat: Ei, Ei! Olha ali! Tem uma vitrine de comida!
Muttsdog: ..gatos!
Muttsdog: Ei, peça alguma coisa!
Muttscat: Me ajuda né!
Muttscat: O que ele disse?
Muttsdog: Não sei, acho que ele não nos escutou direito!
Para acabar com o tédio, por Thiago Souza
Já fazia horas que o Gato estava dormindo lá em baixo. O Cachorro estava tão entediado que chegou a acabar com dois pares de pantufas de seu dono. Então, chegou à conclusão, se seu amigo estava tirando uma soneca a tarde toda, isso deveria ser interessante.
Deixou de lado seu osso de borracha, buscou na lavanderia um pano velho e foi se juntar ao Gato em sua monótona atividade.
Chegando lá, observou como o gato, acostumado com horas de sono, dormia tranquilo deitado no tapete. O cão, imitando a pose do gato, se esticou folgadamente no chão, mas acabou fazendo barulhos que alertaram o Gato. O felino acordou, mexendo apenas o pescoço se virou para o cachorro, que disse:
- Ei, Eu vou tirar uma “soneca de gato”.
O gato logo respondeu:
-Ah, não vai, não! Você não pode! Cães não podem tirar uma soneca de gato!
O cachorro não deu muita bola, se deitou e começou a falar com uma voz “manhosa”
- Oh, nossa! Olha só pra mim... Sou um gatinho mimoso!
- Você não pode fazer isso! Para com isso, chega!
O Cachorro fez que não ouvia, se virou para o outro lado e fingiu estar dormindo. O Gato, que não estava nem um pouco gostando da idéia atacou o cão com uma série de patadas, usando suas garras. O Cachorro devolveu na mesma moeda, armando assim uma grande confusão e acabando de vez com seu tédio.
História Sem Título, por Marília Reis.
Hoje, depois do almoço, eu e o Chuchu estávamos deitados no carpete da sala de estar, descansando, quando eu parei para pensar: Por que nós nos damos tão bem? Afinal, somos cão e gato. Não deveríamos ser amigos, tínhamos que ser inimigos, inimigos naturais, sabe, do tipo que não se suportam. Mas, ao invés disso, somos amigos, camaradas. Posso até afirmar que somos quase como irmãos de sangue. Claro, a não ser pelo fato de que ele não gosta que eu tente tirar uma ''soneca de gato''. Gosto tanto de tirar sonecas de gato, mas Chuchu fica muito arisco quando eu faço isso por perto dele.
Mas então, como eu falava, nós não podíamos viver tão juntos, tão íntimos - nossa isso ficou meio estranho, mas, de qualquer forma, isso não é comum, não mesmo.
Já estava ficando cansado de pensar em um porquê. Nós temos que ser inimigos. Resolvi perguntar pra ele, mesmo sabendo que isso não me ajudaria muito.
- Ei, gato, a gente não devia se dar tão bem.
- Quem falou?
- A mãe natureza.
- Quem é ela? - Como assim, quem é ela? - Mas eu continuei o diálogo.
- Sei lá. Acho que ela meio que dirige o mundo.
- Preciso falar com ela.
Mas então, como eu falava, nós não podíamos viver tão juntos, tão íntimos - nossa isso ficou meio estranho, mas, de qualquer forma, isso não é comum, não mesmo.
Já estava ficando cansado de pensar em um porquê. Nós temos que ser inimigos. Resolvi perguntar pra ele, mesmo sabendo que isso não me ajudaria muito.
- Ei, gato, a gente não devia se dar tão bem.
- Quem falou?
- A mãe natureza.
- Quem é ela? - Como assim, quem é ela? - Mas eu continuei o diálogo.
- Sei lá. Acho que ela meio que dirige o mundo.
- Preciso falar com ela.
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